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srenatha
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A luta contra o governo é, definitivamente, uma luta física e material.
O governo faz a lei. Deve, portanto, dispor, pra impor a lei, de uma força material ( exército, polícia), senão só obedeceriam aqueles que quisessem e a lei cessaria de existir para tornar-se uma simples série de proposições e todos seriam livres para aceitá-las ou recusá-las. Os governos têm, portanto, esta força e dela se utilizam para pode fortificar as classes privilegiadas, oprimindo e explorando os trabalhadores.
O único limite à opressão do governo é a força com que o povo se mostra capaz de opor-lhe.
O conflito pode ser abertou ou latente, mas há sempre conflito: posi o governo não se dá conta do descontentamento e da resistência do povo, até que sinta o perigo de insurreição.
Quando o povo se submente docilmente à lei, e quando o protesto é fraco e platônico, o governo segue tranquilamente sem preocupar-se com as necessidades populares; contudo, quando os protestos são vivos, insistentes e ameaçadores, o governo cede, ou ainda reprime, conforme sinta-se mais ou menos inspirado. Entretanto, a insurreição volta sempre porque, se o governo não cede, o povo terminar por revoltar-se; e se o governo cede, o povo adquire confiança em si mesmo e quer sempre mais, até que a incompatibilidade entre liberdade e autoridade se torne evidente e que ocorra o conflito violento.
É preciso, pois, preparar-se moral e materialmente para que a vitória seja do povo quando eclodir a luta violenta.