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O rio da minha aldeia
De um dos cabeços da alta montanha,
vem o rio que à Várzea veloz serpenteia.
É o Paquequer, que a cidade banha.
O rio mais lindo é o da minha aldeia!
lgual serpente ele passa, enroscando-se.
Saltando as cascatas, quando então percebe
outras águas no leito. Engrossando-se,
dirigindo-se ao mar, rumo que persegue.
"Indômito filho, da liberdade".
Cenário de livro, que a tantos cantaram,
não é mais um rio, outra é a realidade:
Maltratado aonde passa, com a maldade
de impuros homens, que ao lixo o jogaram
meu rio é lixeira, esgoto da cidade!
WANDERLEY PERES, 2015
"Sonetos de Teresópolis"